Politicando
Capitã alagoana será reforço na base de Bolsonaro no Senado Federal
Bolsonaro pode derrotar um dos seus principais opositores e alçar ao Senado uma mulher
Com a eventual vitória de Rodrigo Cunha, será confirmada como Senadora sua primeira suplente, Drª. Eudócia, que é médica, capitã da Polícia Militar e recentemente se filiou ao PL, partido de Bolsonaro, após seu filho, o prefeito de Maceió JHC, assumir o Partido Liberal em Alagoas.
A eleição para Governo de Alagoas passar a ter uma importância estratégica ainda maior para Jair Bolsonaro, já que o presidente, se eleito, irá indicar mais dois ministros do Supremo Tribunal Federal, cuja confirmação passa pelo Senado.
Além disso, a ampla maioria que ser confirmada Casa Alta do Congresso pode impedir CPI’s de natureza politica, como foi a CPI da Covid, que “sangrou” o presidente durante três meses.
Além disso, Alagoas é o estado de Renan Calheiros (MDB), que fará dobradinha no Senado com Renan Filho (MDB), eleito Senador no último dia 02 de outubro.
Com apenas uma eleição, Bolsonaro pode derrotar um dos seus principais opositores e alçar ao Senado uma mulher, médica, militar e evangélica para engrossar a sua base e garantir a presidente da Casa.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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