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Jó Pereira é a única esperança de evitar total desaparecimento do PSDB do mapa político alagoano

Partido tucano não tem representante na Câmara de Vereadores; na ALE, há apenas a presença da deputada licenciada

21/10/2022 10h10 - Atualizado em 21/10/2022 11h11
Jó Pereira é a única esperança de evitar total desaparecimento do PSDB do mapa político alagoano

Em Alagoas, o PSDB perdeu espaço no centro do cenário político e, praticamente, está desaparecendo do mapa. A única esperança é a deputada estadual licenciada Jó Pereira, que é candidata a vice-governadora na chapa de Rodrigo Cunha (União Brasil), que visa o Palácio República dos Palmares. Enquanto a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) tem a presença do partido tucano, na Câmara de Vereadores não há nenhum representante da agremiação ocupando cadeira na Câmara de Vereadores de Maceió. Por coincidência, a derrocada da legenda acontece logo após o fim do segundo mandato do ex-presidente da sigla Teotônio Vilela Filho, que exerceu o cargo de governador do Estado entre 2006 e 2014.

Nas eleições de 2010, o PSDB conseguiu formar a maior bancada na Casa de Tavares Bastos. Na oportunidade, a sigla elegeu seis dos 27 deputados estaduais naquele ano: Joãozinho Pereira, Inácio Loiola, Gilvan Barros, Fernando Toledo, Edval Gaia e Nelito.

Quatro anos depois (2014), no segundo mandato de Téo Vilela, o partido tucano começa a perder representatividade. Na ocasião, a sigla elegeu quatro deputados estaduais, dois a menos que no pleito de 2010. Nesse pleito, foram eleitos Rodrigo Cunha, Bruno Toledo, Gilvan Barros e Edval Gaia.

Já em 2014, quando se encerra o segundo mandato de Téo Vilela, e tem início as duas gestões de Renan Filho, o partido do PSDB amarga mais duas perdas de cadeiras na ALE. Na oportunidade, apenas dois tucanos foram eleitos para a exercer mandato na Casa de Tavares Bastos: Dudu Ronalsa e Cibele Moura.

E na eleição deste ano ocorrida no último dia 2 de outubro, o PSDB contou apenas com o registro de dois candidatos: Herik Dias e Vitorino. Apesar de registrarem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido para concorrer ao pleito, eles tiveram as candidaturas indeferidas com recurso ou em prazo recursal.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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