Politicando
Cícero Almeida se queixa de desprezo do PP nas eleições de 2010: “Merecia melhor atenção”
Ex-prefeito de Maceió concedeu entrevista à REDE ANTENA 7 nesta segunda-feira (15)
Da redação 7 Segundos
Depois de cerca de quatro anos distante dos holofotes do cenário político, o ex-prefeito de Maceió Cícero Almeida retorna aos poucos em aparições durante entrevistas. E uma desses momentos aconteceu na manhã desta segunda-feira (15), no programa ANTENA MANHÃ, da REDE ANTENA 7, onde conversou sobre o cenário político e contou um pouco da trajetória política que fez no passado quando, principalmente foi gestor da capital alagoana. Em um dos momentos do bate-papo, ele se queixou de desprezo por parte do PP – partido do qual é filiado –, nas eleições de 2010.
“Não sei se foi pela ocupação do presidente [da Câmara, Arthur Lira], muito ocupado, querendo ganhar realmente as eleições em Alagas e na verdade ganhou bem, fez três deputados federais, a base. Tudo o que ele queria aconteceu. Não se foi uma desatenção do partido, mas eu acho que eu merecia o melhor tratamento, não é financeiro. Uma melhor atenção, partindo do partido para que eu pudesse ter disputado a eleição do deputado estadual. Quando eu notei o desinteresse, eu tomei a iniciativa de não ser candidato, nem pré-candidato, me afastei. Fiquei de fora, não tomei partido nenhum e fiquei acompanhando a distância”, lamentou Cícero Almeida.
O ex-prefeito ressaltou ainda que, na ocasião do pleito de 2010, o PP havia perdido a oportunidade de tê-lo na disputa do governo de Alagoas, apoiando-se na popularidade que tinha junto aos maceioenses, por ainda ser o gestor da cidade. “Eu acho que o partido não é que perdeu uma grande oportunidade”, ressaltou o ex-prefeito que afirmou ainda que mesmo com representatividade que tinha na época, abandonou a candidatura ao Governo do Estado e partiu em campanha para contribuir com as votações consideráveis obtidas por Benedito de Lira e Arthur Lira, quando esse foi candidato a deputado federal pela primeira vez.
“Quando o presidente da Câmara dos Deputados [Arthur Lira], foi candidato pela primeira vez, eu era prefeito de Maceió. Em 2010, eu era prefeito em Maceió e eu levei o pai dele com aquela brincadeira e muito trabalho que o Bil [Benedito de Lira] teve que que fez formação. Levei o Benedito a um milhão de votos. Isso não quer dizer que ele não teve os méritos dele, teve, mas eu deixei de ser candidato a governador e apoiei. Entrei de corpo e alma na campanha dele e foi uma dedicação de amor e de gratidão. Eu Acredito que nesse grande percentual que o Bendito teve, o Arthur teve também. Então uma história que não vende”, destacou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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