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Ex-mulher de Arthur Lira é exonerada de cargo no governo Paulo Dantas por não conseguir exercer a função

Jullyene Lins alega ter medo de morar em Maceió. Esse seria o motivo de sua exoneração no último dia 15

19/06/2023 11h11
Ex-mulher de Arthur Lira é exonerada de cargo no governo Paulo Dantas por não conseguir exercer a função

Jullyene Lins, ex-mulher do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, foi exonerada do cargo de assessora da Secretaria de Agricultura e Pecuária de Alagoas na última quinta-feira (15). Jullyene afirmou em entrevista ao canal no YouTube ICL, que teria medo de morar em Maceió e que sofreu ameaças do ex-marido.

O fato da ex-mulher de Lira não morar em Maceió levantou a desconfiança de que ela poderia ser uma funcionária fantasma, abrigada pelo governador Paulo Dantas, pertencente ao grupo adversário de Lira.

Jullyene foi nomeada em fevereiro deste ano como assessora especial com o salário de R$ 10.527,00.

“Ele tenta me silenciar de várias formas e é por isso que eu tenho essa necessidade de estar sempre indo de um local para outro que seja seguro. Eu não fico mais em Maceió, porque eu não posso caminhar na praia, porque eu tenho medo”, relatou Jullyene.

De acordo com informações da Folha de São Paulo, Jullyene informou ter pedido exoneração por não ter conseguido “comparecer para exercer plenamente o cargo”, durante os últimos três meses.

Para entender o caso


Em 2006, Jullyene havia denunciado Arthur Lira por lesão corporal, após registro de ocorrência na Polícia Civil de Alagoas. Mas mudou seu depoimento cerca de dez anos depois, quando o processo estava no STF, e o deputado foi inocentado.

Logo depois, Jullyene reafirmou as acusações e disse que Lira a agrediu fisicamente e depois a ameaçou para que mudasse um depoimento sobre as acusações que ela havia feito contra ele.

O presidente da Câmara dos Deputados nega todas as acusações.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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