Politicando
Ao ataque: Renan vai aos Flexais, mira em JHC e tenta diminuir resistência aos Calheiros em Maceió
Senador tem ido com frequência à localidade e tem sido bem recebido pelos populares
Incomodado com a dianteira de JHC em todos os levantamentos de popularidade em Maceió - e também com a histórica rejeição a ele e a seu sobrenome, o senador Renan Calheiros (MDB) resolveu mudar de estratégia, e partir para o ataque.
Desde o começo do ano, tem se visto um Renan menos dos gabinetes, e mais das ruas. Nesta segunda (14), o senador mais uma vez apareceu nos Flexais, conversando com a população do local e fazendo dirás críticas ao grupo que se opõe.
Dessa forma, se fazendo presente e buscando soluções na base das críticas ao caso Braskem, Renan tenta reduzir a antipatia que o eleitor da capital tem em seu nome - em parte porque, por muitos anos, ele realmente se manteve distante do povão (e de seus problemas).
Nos Flexais, além de passar seus recados, Calheiros fez questão de dizer que sua eleição é em 2026. "Não sou candidato a nada. Tenho mais quatro anos como senador da República. Diferentemente do outro senador que levou uma surra, na eleição para governador passada, apoiado pelo presidente da Câmara e por esse prefeito", disse referindo-se a Rodrigo Cunha.
O senador disse ainda que a derrota de Dantas no 2⁰ turno deu-se pelo dinheiro e pelo afastamento do então governador pela justiça. "Nós ganhamos as eleições em Maceió, para governador, no 1º turno, e eles afastaram o governador e fizeram de tudo. E o prefeito lançou o irmão, botou o mesmo nome e perdeu a eleição, apesar da dinheirama da prefeitura que essa gente gastou", afirmou.
Ao menos dos Flexais, Renan saiu com o aplauso do povo, o que pode lhe animar para ir às ruas da capital por mais vezes. Inteligente, o senador usa do discurso contra a Braskem para somar alguns pontinhos para seu grupo numa eleição que tem cara de 'missão impossível".
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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