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Em entrevista, Renan Filho tenta se distanciar de briga entre seu pai e Lira

Renan Filho deixa claro que não é inimigo de Lira mas afirma ser adversário político do presidente da Câmara

22/08/2023 10h10
Em entrevista, Renan Filho tenta se distanciar de briga entre seu pai e Lira

O ministro dos Transportes Renan Filho não pretende levar muito adiante a briga histórica entre seu pai e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Pelo menos enquanto fizer parte do primeiro escalão do governo Lula, Renan Filho tem que manter “as aparências” quanto ao todo poderoso do Congresso.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da Tv Cultura, o ministro Renan Filho afastou de si a briga local que divide o estado ao meio, politicamente falando. “Não me considero inimigo de ninguém. Nem político, nem de maneira geral. Adversário do Arthur Lira eu sou mesmo”, disse.

Sobre a reforma ministerial que pretende agraciar o Republicanos e o PP de Lira, na tentativa de aumentar a base de aliados do Planalto, Renan Filho afirma que tem “trabalhado para que o governo tenha condições de aprovar suas pautas no Congresso Nacional”.

De acordo com Filho, o presidente Lula tem feito um grande esforço para ampliar sua base de aliados no Congresso Nacional e que a reforma ministerial seria só mais uma das tentativas de conseguir ampliar o número de deputados favoráveis às pautas que devem ser apresentadas pelo governo.

“Todo presidente da Câmara e do Senado tem seu papel, mas óbvio que a articulação política do governo foi fundamental”, afirmou Filho. “O que o governo faz agora, é um esforço adicional para ampliar ainda mais a sua base, a fim de facilitar a governabilidade, aprovar mais mudanças, conseguir ampliar a receita do país a partir de mudanças legislativas decisivas para a agenda econômica. Acho inteligente o trabalho que o presidente Lula faz”, completou.

Renan Filho deve continuar com um tom mais baixo para que as pautas de interesse do Planalto não sofram mais do que já vem sofrendo pela falta de uma base sólida.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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