Politicando
Ex ‘amigo-irmão’ de Biu de Lira, vice-prefeito da Barra de São Miguel Floriano Melo assina ficha do MDB
Ato foi comemorado pelo presidente da legenda, Renan Calheiros
Uma das maiores parcerias da história política alagoana teve seu capítulo final nesta segunda-feira (28). Assessor e homem-forte de Biu de Lira desde que a terra era quadrada, o vice-prefeito da Barra de São Miguel, Floriano Melo, assinou a ficha do MDB - com direito a abraço e aperto de mão de Renan Calheiros.
Na verdade, Floriano já havia rompido com Biu desde o ano passado, quando já pediu votos para Paulo Dantas na Barra de São Miguel - e já desponta como o candidato calheirista à prefeitura da cidade em 2024, podendo enfrentar o ex ‘amigo-irmão’ nas urnas.
Em 2020, com a eleição garantida mesmo antes dela começar, Biu não teve dificuldade em escolher o seu homem de confiança para ser seu vice, mesmo Floriano (nem Biu) tendo nenhuma história de relação com a cidade - exceto pelas casas de veraneio que todo político tem por lá.
Em 2024, a disputa será um pouco diferente. Além da saúde debilitada e idade avançada, Biu terá que lidar com outras adversidades, como o rompimento com seu antecessor, ex-prefeito Zezeco, e a possibilidade de seu antigo confidente vir a fazer uma campanha baseada nas ‘intimidades’ compartilhadas em décadas de convivência.
É como já dizia aquele velho ditado: O seu pior inimigo é aquele que um dia foi seu amigo, pois sabe de suas fraquezas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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