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Ex ‘amigo-irmão’ de Biu de Lira, vice-prefeito da Barra de São Miguel Floriano Melo assina ficha do MDB

Ato foi comemorado pelo presidente da legenda, Renan Calheiros

28/08/2023 17h05
Ex ‘amigo-irmão’ de Biu de Lira, vice-prefeito da Barra de São Miguel Floriano Melo assina ficha do MDB

Uma das maiores parcerias da história política alagoana teve seu capítulo final nesta segunda-feira (28). Assessor e homem-forte de Biu de Lira desde que a terra era quadrada, o vice-prefeito da Barra de São Miguel, Floriano Melo, assinou a ficha do MDB - com direito a abraço e aperto de mão de Renan Calheiros.

Na verdade, Floriano já havia rompido com Biu desde o ano passado, quando já pediu votos para Paulo Dantas na Barra de São Miguel - e já desponta como o candidato calheirista à prefeitura da cidade em 2024, podendo enfrentar o ex ‘amigo-irmão’ nas urnas.

Em 2020, com a eleição garantida mesmo antes dela começar, Biu não teve dificuldade em escolher o seu homem de confiança para ser seu vice, mesmo Floriano (nem Biu) tendo nenhuma história de relação com a cidade - exceto pelas casas de veraneio que todo político tem por lá.

Em 2024, a disputa será um pouco diferente. Além da saúde debilitada e idade avançada, Biu terá que lidar com outras adversidades, como o rompimento com seu antecessor, ex-prefeito Zezeco, e a possibilidade de seu antigo confidente vir a fazer uma campanha baseada nas ‘intimidades’ compartilhadas em décadas de convivência.

É como já dizia aquele velho ditado: O seu pior inimigo é aquele que um dia foi seu amigo, pois sabe de suas fraquezas.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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