Politicando
TSE determina perda de mandato de vereadores em São Luís do Quitunde por fraude à cota de gênero em 2020
Toda os votos da chapa do Cidadania foram anulados por decisão unânime do TSE
Em decisão finalizada na última quinta-feira (14), o Tribunal Superior Eleitoral cassou a chapa do de vereadores do Cidadania na cidade de São Luís do Quitunde, na zona da mata alagoana. Segundo entendimento da corte eleitoral, o partido fraudou a cota de gênero colocando na chapa quatro candidatas mulheres de forma fictícia.
A decisão, tomada por unanimidade do pleno, anula todos os votos do Cidadania nas eleições de 2020, retirando assim os mandatos de dois vereadores eleitos pela legenda: Van Cabeção, eleito com 579 votos, e Carlinhos do Nordeste, eleito com 370 votos.
O TSE também aplicou a punição de oito anos de inelegibilidade às quatro mulheres que, segundo entendimento da corte, praticaram as candidaturas “laranjas”: Gerciane Silva dos Santos, Jeane Maria Santos da Silva, Andreia Marcia Buarque e Claudijane Maria da Silva.
A corte determinou, por fim, o recálculo do coeficiente eleitoral do município sem os votos do Cidadania, e a posse dos dois suplentes que se enquadram nesta condição.
A Câmara de Vereadores de São Luís do Quitunde aguarda a comunicação oficial do TSE ou do TRE para dar posse aos novos vereadores. Segundo entendimento da casa, dois nomes do MDB assumem com a saída dos parlamentares do Cidadania: Zinho da Ronda e Wellington do Sindicato. As sessões na Câmara de São Luiz ocorrem sempre às quintas-feiras, a partir das 10 horas da manhã.
A decisão do TSE não muda a correlação de forças políticas na câmara da cidade, bem como a sustentação da prefeita Fernanda Cavalcante. Tanto os vereadores cassados quanto os novos integrantes da casa fazem parte da base de apoio da gestora, que tem 12 integrantes.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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