Politicando
Lei da compra de vagas tem inconsistências, diz Jó Pereira
Secretária disse ainda que o autor da lei na câmara não procurou o executivo para tratar do assunto
Embora aprovada na Câmara de Vereadores de Maceió, a lei da ‘compra de vagas’ em escolas particulares não deverá ser utilizada pela atual secretária de educação de Maceió, Jó Pereira. A gestora afirmou, por mais de uma vez, que pretende priorizar os investimentos em educação pública, ao invés de terceirizar esses recursos para estabelecimentos privados.
Pereira afirmou também que o autor da lei, vereador Leonardo Dias (PL), não a procurou para conversar sobre o projeto. A secretária falou ainda em duas inconsistências na lei, que podem inviabilizar sua aplicação com alunos que podem ser atendidos pela rede municipal.
Jó foi a entrevistada desta segunda-feira (09) no programa Antena Manhã, da Rede Antena 7 de Rádios. O noticiário é uma produção do Grupo 7 Segundos de Comunicação, e vai ao ar de segunda a sexta, das 7 às 10 da manhã, em rede com várias rádios alagoanas e pela TV Farol na capital.
“Foi uma iniciativa do legislativo aprovada recentemente. Eu ainda não tive acesso ao projeto que foi aprovado. Falta uma discussão com a gestão, é uma política que possibilita a abertura de vagas, mas é importante a gente olhar para o orçamento e o custeio da educação pública. Outras nuances, como o transporte escolar e a merenda escolar, como é que fica? É uma lei que ainda precisa ser amadurecida”, disse.
Além desses itens, Jó disse ainda que Dias não a procurou para conversar sobre a lei, e que essa discussão não passa somente pela sua pasta. “Não [nos procurou]. Ele já estava com o projeto de lei em andamento, a gente não chegou a discutir e eu tenho certeza que essa discussão passa não só pela educação, mas pelo orçamento e finanças. É uma lei que precisa de muito amadurecimento, complementando primeiro com outras possibilidades de expansão, garantindo a educação pública”, afirmou.
Pela terceira vez tratando do tema, a secretária se referiu a apoiar a educação pública, antes que a alternativa da transferência de recursos para a rede privada possa ser uma opção. “Sou sempre a favor de uma educação pública, gratuita, inclusiva, tecnológica e de qualidade, e tudo isso é possível fazer”, concluiu.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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