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Neto de João Lyra pretende enfrentar prefeita Ceci Hermann em Atalaia nas urnas

Empresário chegou a ser vice-prefeito da cidade entre 2014 e 2016

14/12/2023 17h05
Neto de João Lyra pretende enfrentar prefeita Ceci Hermann em Atalaia nas urnas

A oposição à prefeita de Atalaia, Ceci Hermann (MDB), pode trazer de volta ao município um antigo personagem político de importante sobrenome. Ganha força na cidade a candidatura majoritária do ex-prefeito da cidade, Fernando Lyra. O político é filho de Thereza Collor e neto do empresário João Lyra, falecido em 2021.

Fernando chegou a ser vice-prefeito de Atalaia de 2014 a 2016, durante o mandato do titular Zé de Pedrinho. A chapa de Lyra terminou em segundo lugar nas eleições de 2012, mas assumiu o município após a cassação do prefeito eleito, Mano (PTB).

Lyra costura seu retorno ao município com apoio de um velho ex-aliado de Ceci Hermann, que agora pretende derrotá-la: o prefeito de Pilar e seu ex-marido Renato Filho (PSC), além de sua mãe, a deputada estadual Fátima Canuto (MDB).

De olho em 2026, quando pode ser candidato ao governo do estado, o prefeito de Maceió JHC (PL) também deve subir no palanque de Fernando Lyra em oposição à atual prefeita, que é aliada do governador Paulo Dantas (MDB).

Apesar da alta popularidade em Atalaia, Ceci deve enfrentar um grupo de oposição que vem com força para tentar retomar o executivo. Até a separação conjugal, Renato Filho dividia o poder com a prefeita, que ‘assumiu as rédeas’ da cidade sozinha.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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