Politicando
Bancada alagoana em peso derruba veto do presidente Lula a desoneração da folha
Apenas dois parlamentares votaram pela manutenção do veto presidencial
A chamada desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia brasileira vai continuar valendo pelos próximos quatro anos. O veto a esta proposta, que havia sido dado pelo presidente Lula (PT), caiu na noite desta quinta-feira (14) em sessão conjunta da câmara e do senado.
Do conjunto de 12 parlamentares alagoanos (nove deputados e três senadores), apenas dois votaram pela manutenção do veto do presidente: o deputado Paulão (PT) e o senador Renan Filho (MDB), que é ministro dos transportes do governo federal.
Outros sete parlamentares derrubaram o veto do presidente - inclusive alguns que vinham sendo fiéis a Lula: o senador Rodrigo Cunha (Podemos) e os deputados Daniel Barbosa (PP), Alfredo Gaspar (União), Marx Beltrão (PP), Rafael Brito (MDB), Luciano Amaral (PV) e Fábio Costa (PP).
Considerando matérias importantes para o governo, Rafael Brito, Daniel Barbosa e Luciano Amaral, que vinham sendo fiéis a Lula, registraram seus primeiros votos contrários a uma proposta presidencial. Gaspar e o delegado Fábio Costa seguiram o fluxo da oposição.
Desgostoso com Lula e insatisfeito com os rumos da CPI que criou no senado, Renan Calheiros (MDB) se ausentou da sessão, e levou com ele o deputado Isnaldo Bulhões (MDB). Foram os únicos da bancada alagoana que não registraram suas posições.
A desoneração da folha consome cerca de 9 bilhões de reais em renúncia fiscal por parte do governo federal, e vem sendo executada desde o ano de 2012. A atual proposta valeria até 31/12 deste ano, e Lula esperava o fim da ação para poder bater a meta fiscal zero em 2024.
Com o veto derrubado, a lei continua valendo por mais quatro anos, até 31/12 de 2027.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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