Politicando
Menos de um ano após converter-se em oposição, Zé Márcio e família devem retornar para a base de JHC
Vereador negocia participação na gestão municipal; aliados já foram vistos em imagens com o prefeito
Menos de um ano após desembarcar da base do prefeito JHC, quando foi descoberta com o ‘pé em duas canoas’, a família Maia deve estar de volta à base de apoio do prefeito de Maceió.
Atualmente, o núcleo familiar ocupa posições estratégicas no estado: Zé Márcio (o pai) é diretor da Arsal, agência vinculada ao governo; Zé Márcio (o filho) é o líder da oposição a JHC na Câmara de Maceió; e Lelo Maia (o irmão) é deputado estadual.
Segundo informações de bastidores, o vereador Zé Márcio já comunicou a decisão familiar à secretaria de articulação política do estado. Lelo Maia, inclusive, já foi visto na posse dos conselheiros tutelares de convescote com o prefeito JHC.

Outro indício que corrobora com a migração do grupo é que a família já informou às suas bases a mudança de rumo. Ariudo Alves, experiente conselheiro tutelar da região do Tabuleiro dos Martins e velho aliado de Zé Márcio, já apareceu sorridente em fotografias com o prefeito.
Nos bastidores, a informação é que a família vai ocupar novamente uma secretaria do município. Secretaria de Infraestrutura e a Autarquia Municipal de Iluminação Pública (Ilumina, antiga SIMA) são as pastas que estão sendo debatidas.
Como primeiro efeito da migração de Zé Márcio, o vereador deve retirar a sua assinatura da CEI da Braskem, cujas articulações devem ser reiniciadas com o retorno das férias. Atualmente, a comissão tem sete assinaturas pela sua instalação.
Zé Márcio é mais um na debandada de vereadores emedebistas, que deverão se desfiliar da legenda e estar com JHC nas eleições.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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