Politicando
Prefeito e candidato a oposição brigam por apoio de Paulo Dantas para prefeitura de Messias
Marcos Silva e Ary Cleyton estiveram com Dantas e receberam apoio ao executivo da cidade
Esta é uma imagem que certamente irá se repetir em muitos municípios alagoanos, o que não impede o eleitorado de se surpreender. Em Messias, em um intervalo inferior a 30 dias, o governador Paulo Dantas (MDB) se deixou fotografar e elogiar pelos dois principais candidatos ao executivo municipal.
Em dezembro, o presidente da câmara e principal opositor do atual gestor da cidade, Ary Cleiton, publicou em suas redes sociais imagens de uma sorridente conversa com o governador, onde relata que Dantas “abraçou o novo e grande projeto para a nossa querida cidade”. O post foi curtido e comentado por Paula Dantas, filha do governador e presidente do PSB, possível legenda de Ary.
Pois bem, passa-se o tempo, e temos a assinatura da ordem de serviço para a construção da ponte Penedo-Neópolis, no último sábado (13) - e lá está o atual gestor de Messias, Marcos Silva (MDB), abraçado ao governador, recebendo seu total apoio à reeleição. “Indico para darmos continuidade ao seu trabalho em 2024”, diz Dantas.
Não é novidade que o palácio tem uma estratégia definida para as urnas: abraçar dois ou mais candidatos em alguns municípios, e tentar chegar até o dia da eleição sem se indispor com nenhum deles - porque em 2026, todos podem estar juntos desta vez em nome do apoio a Dantas.
A novidade, neste caso, é o gestor abraçar e apoiar publicamente duas candidaturas de forma tão explícita, o que não ocorre em outros municípios onde o governo tem o pé em ‘duas canoas’.
O trabalho, neste caso, será dos marqueteiros - mostrar ao eleitor quem é ‘mais governo’ do que o seu adversário.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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