Politicando
Grupo de Samyr Malta entra no PSDB e vai ‘salvar’ legenda da extinção em Maceió
Partido que governou Alagoas por dois mandatos corria risco de não participar das eleições municipais deste ano
Como um casamento maduro, foi anunciada neste final de semana a aliança e filiação em bloco do grupo liderado pelo vereador Samyr Malta ao PSDB. Atualmente filiado ao PSD, o vereador poderá fazer a transição de sigla sem perder o mandato durante a janela partidária, a partir de março deste ano.
E porque citamos o termo ‘casamento maduro’? Porque no final das contas, mesmo sem sentimento, a união acabou sendo boa para os dois lados - o grupo de Samyr, que ganha uma legenda histórica, e para o PSDB, que evita ‘fechar as portas’ e ganha a chance de ter ao menos um vereador na capital.
Em crise desde que perdeu Rodrigo Cunha para o União Brasil nas eleições de 2022, o tucanato alagoano vivia momentos de ostracismo em Maceió - sem candidatos e sem nenhuma perspectiva - cenário que só mudou após o retorno do velho lobo, ex-governador Teotônio Vilela Filho.
Vilela trouxe de volta seu braço direito, Claudionor Araújo, que rapidamente reestruturou o partido em alguns municípios do interior e abriu conversa com Samyr. O namoro terminou em casamento após reunião na última sexta-feira (26).
Parlamentar em final do seu primeiro mandato, Malta chegou a articular uma candidatura majoritária em sua cidade natal, a sertaneja Mata Grande. Consciente das dificuldades e correndo risco de ficar sem mandato ‘nem lá, nem cá’, mudou de ideia e voltou ao projeto inicial, reeleger-se na capital.
Para isso, Samyr montou um grupo recheado de nomes com potencial de obter uma segunda vaga na Casa de Mário Guimarães - a primeira, obviamente, é dele. Para fechar o bom projeto, faltava uma legenda que aceitasse a proposta, e desse autonomia ao vereador para tocar a chapa.
Fechadas as contas, é bom contar com o PSDB entre os fortes concorrentes a uma vaga na Câmara de Maceió.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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