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Rodrigo Cunha é o senador mais oposicionista de AL; Renan Calheiros é o mais governista

Levantamento do site Congresso em Foco identificou votos dos senadores em projetos apoiados pelo governo Lula em 2023

31/01/2024 17h05
Rodrigo Cunha é o senador mais oposicionista de AL; Renan Calheiros é o mais governista

Em novo levantamento divulgado pelo site de cobertura política Congresso em Foco, foram divulgados os senadores mais oposicionistas e governistas considerando os projetos apoiados pelo governo Lula (PT) que tramitaram na Casa Legislativa em 2023.

Dentre os três representantes alagoanos, Rodrigo Cunha (Podemos) foi o senador mais ‘oposicionista’, com 68% de aprovação às pautas do governo petista. Já o veterano Renan Calheiros (MDB) foi o mais ‘governista’ senador alagoano, aprovando 90% das pautas de interesse de Lula.

No meio termo, com 81% de pautas governistas apoiadas, está o senador Fernando Farias (MDB), suplente do senador Renan Filho no exercício do mandato.

De um modo geral, o Senado tem sido mais acolhedor com os projetos apoiados pelo governo federal. Mesmo o senador mais oposicionista do ranking, Marcos do Val (Podemos-ES) tem 37% de aceitação às pautas governistas que transitam na casa.

Do outro lado, três senadores foram 100% governistas: Alexandre Giordano (MDB-SP), que assumiu o mandato após o falecimento de Major Olímpio; Jacques Wagner (PT-BA), que é líder do governo no senado; e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) - este pelos mesmos motivos que Arthur Lira na câmara: tem a prerrogativa de votar somente quando quiser.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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