Politicando
Rodrigo Cunha é o senador mais oposicionista de AL; Renan Calheiros é o mais governista
Levantamento do site Congresso em Foco identificou votos dos senadores em projetos apoiados pelo governo Lula em 2023
Em novo levantamento divulgado pelo site de cobertura política Congresso em Foco, foram divulgados os senadores mais oposicionistas e governistas considerando os projetos apoiados pelo governo Lula (PT) que tramitaram na Casa Legislativa em 2023.
Dentre os três representantes alagoanos, Rodrigo Cunha (Podemos) foi o senador mais ‘oposicionista’, com 68% de aprovação às pautas do governo petista. Já o veterano Renan Calheiros (MDB) foi o mais ‘governista’ senador alagoano, aprovando 90% das pautas de interesse de Lula.
No meio termo, com 81% de pautas governistas apoiadas, está o senador Fernando Farias (MDB), suplente do senador Renan Filho no exercício do mandato.
De um modo geral, o Senado tem sido mais acolhedor com os projetos apoiados pelo governo federal. Mesmo o senador mais oposicionista do ranking, Marcos do Val (Podemos-ES) tem 37% de aceitação às pautas governistas que transitam na casa.
Do outro lado, três senadores foram 100% governistas: Alexandre Giordano (MDB-SP), que assumiu o mandato após o falecimento de Major Olímpio; Jacques Wagner (PT-BA), que é líder do governo no senado; e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) - este pelos mesmos motivos que Arthur Lira na câmara: tem a prerrogativa de votar somente quando quiser.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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