Politicando
Renan Calheiros perde processo que poderia tirar JHC das eleições
Senador pedia a inelegibilidade do prefeito de Maceió
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE) rejeitou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pelo MDB do senador Renan Calheiros. O alvo da ação era o prefeito de Maceió, JHC (PL) e seu irmão, João Antônio Henrique Caldas,que foi candidato a deputado federal em 2022.
O MDB alegava que os irmãos Caldas causaram confusão mental nos eleitores nas eleições em 2022, quando o irmão do prefeito JHC usou o nome “Dr. JHC”. De acordo com o partido dirigido por Renan, a utilização desse nome poderia ter influenciado indevidamente os votos em favor de JHC, prefeito da capital, caracterizando suposta fraude eleitoral.
A semelhança de nomes, cores, fontes e insígnias entre os candidatos teria, segundo o MDB, contribuído para esta confusão.
As acusações contra os irmãos Caldas dizem, ainda, que haviam sido distribuídos panfletos contendo apenas a foto de JHC com o objetivo de manipular o eleitor.
O Tribunal esclareceu que apenas 500 panfletos, de um total de 400 mil, chegaram a ser entregues.
Diante das acusações, o TRE-AL rejeitou as alegações dizendo que não houve comprovação de fraude eleitoral. Os desembargadores ressaltaram, ainda, que o próprio tribunal havia autorizado a utilização do nome “JHC” pelo irmão do prefeito de Maceió.
O pleno do TRE decidiu, por unanimidade, que o pedido de condenação seria improcedente. A ação movida por Renan Calheiros pedia que JHC e seu irmão ficassem inelegíveis por oito anos.
A decisão do TRE-AL desta terça-feira (30), mantém JHC habilitado para disputar a reeleição em outubro.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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