Politicando
Marcos Silva enxerga movimento político na CPI liderada por candidato a prefeito
Ary Cleyton é presidente da Câmara de Messias, lidera a oposição no município e pretende ser candidato a prefeito contra Marcos Silva
O prefeito de Messias, Marcos Silva, enxerga a CPI articulada na Câmara de Vereadores pela oposição como um movimento político, visto que o presidente da Casa, Ary Cleyton, já declarou seu interesse em disputar a cadeira do Executivo do município.
O prefeito apontou para o fato de nunca, na história de Messias, uma CPI ter sido instalada e disse que há um certo preconceito contra ele, por ter “começado de baixo”.
“É notório o movimento político. Faz parte. Não estou preocupado porque o povo de Messias conhece a seriedade do meu governo”, declarou Marcos Silva em entrevista ao Antena Manhã.
Marcos Silva lembrou que um recurso na ordem de R$18 milhões foi gasto quase que em sua totalidade, provenientes de precatórios, pela gestão anterior a sua, e a Câmara de Vereadores não se movimentou para investigar a situação.
Para entender a CPI
A Câmara de Vereadores de Messias abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar supostas irregularidades na Secretaria de Assistência Social do município.
As possíveis irregularidades aconteceram em contratos firmados na referida secretaria entre os anos de 2021 a 2023.
A Comissão havia solicitado os documentos à pasta, os quais não foram entregues. Os integrantes da CPI tiveram que pedir os documentos por meio judicial.
O prefeito Marcos Silva, apesar de dizer estar tranquilo com a situação no Poder Legislativo, entrou na Justiça com um pedido de liminar para suspender os trabalhos da comissão imediatamente.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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