Politicando
‘Jacaré’ contra ‘coruja’, a disputa dos blocos e grupos políticos de São Luís do Quitunde
Carnaval da cidade marcou o desfile de dois grupos em um município polarizado
Como uma das tradições alagoanas em ano eleitoral, a política adentrou e foi parte da folia de carnaval - principalmente em municípios com maior nível de polarização. Dentre as cidades nesta condição, está São Luís do Quitunde, no norte do estado.
Durante o carnaval, os quitundenses observaram na cidade o fenômeno da “disputa dos bichos”, presente no desfile dos dois principais blocos carnavalescos da cidade. Na sexta-feira (09), foi a vez do Bloco do Jacaré, conglomerado formado pelo grupo político do ex-prefeito Cícero Cavalcante e da atual prefeita, Fernanda Cavalcante.
Durante o animado cortejo pelas ruas da cidade, gravado em vários vídeos por Cícero, foi possível notar o peso que o cacique político proporcionou ao bloco. Entre um vídeo e outro, ele ainda provocava a hoje principal candidata da oposição - Vicka Pacheco, apelidada de ‘coruja’.
Cícero é o líder do grupo político que governa São Luís há duas gestões com Fernanda Cavalcante. Tem o apoio e a sustentação do governador Paulo Dantas e principalmente da família Calheiros, velha aliada na região.
No entanto, na disputa ‘animal’, o carnaval da cidade também teve, na quinta (08), o Bloco Mandacaru na Folia, originalmente uma tradicional quadrilha junina que pela primeira vez se tornou bloco - vitaminada pela pré-candidatura de Vicka Pacheco, a ‘coruja’.
Vicka alimenta o desejo de ser prefeita de São Luís e tem o apoio do deputado Arthur Lira, que por sua vez deseja ‘invadir’ alguns territórios dos Calheiros, dentre eles a cidade do norte alagoano. Lira foi um dos patrocinadores do bloco.
Há quem diga que o ‘Jacaré’, impulsionado pela mão forte da prefeitura, foi mais frequentado do que o da ‘coruja’ - que também mostrou força, ao sair no carnaval pela primeira vez. A disputa promete.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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