Politicando
CPI da Braskem: Proponente da comissão, Renan Calheiros fica sem cargo
Nome do senador alagoano foi rejeitado pela maioria dos demais membros da CPI
Após dia tenso e duas reuniões na tentativa de encontrar um consenso sobre a relatoria da CPI da Braskem, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi derrotado e não será o relator da comissão. A escolha da maioria dos membros foi pelo senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe.
Na manhã desta quarta (21), houve a primeira tentativa de se escolher um relator para a CPI. Havia entre vários membros da comissão o receio de que a escolha de Calheiros resultasse no uso dos trabalhos como plataforma política contra seus adversários em Alagoas.
Além disso, entre os governistas a ideia era a de escolher um relator que preservasse a empresa, que tem boa parte de suas ações controladas pela Petrobras.
Diante destes argumentos, o nome de Renan Calheiros foi ficando cada vez mais distante do posto. Houve ainda uma tentativa de acordo na reunião realizada pela manhã, mas diante da insistência do senador alagoano pelo posto, a maioria da comissão resolveu ‘passar o trator’ e escolher Rogério Carvalho.
Aliados afirmam que, sem a perspectiva de direcionar os trabalhos, há a possibilidade de Calheiros deixar a CPI, o que é negado por outros interlocutores mais próximos ao senador.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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