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Três deputados alagoanos marcam presença em reunião de líderes com Lula

Arthur Lira, Isnaldo Bulhões e Luciano Amaral participaram de jantar no Planalto

23/02/2024 17h05
Três deputados alagoanos marcam presença em reunião de líderes com Lula

Nada menos que um terço da bancada alagoana esteve presente na reunião de líderes que aconteceu no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (22), com o presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

O número mostra o protagonismo de Alagoas na câmara, que tem em Lira o seu presidente, além de Isnaldo Bulhões como líder do MDB e o recém-empossado Luciano Amaral como o novo líder do PV.

Além dos líderes partidários, ministros do governo Lula também estavam no local, o que indica a importância do encontro. Fernando Haddad da fazenda, Rui Costa da Casa Civil e Alexandre Padilha da articulação política, o trio do chamado ‘núcleo duro’ da política de Lula, marcaram presença.

No encontro, Lula disse que reuniões desse tipo serão rotina em 2024. O pedido para a realização do jantar foi de Arthur Lira, que após um final de 2023 e início de ano tensos com o presidente, pretende retomar a relação de confiança com Lula.

Arthur chegou a declarar que o governo vai apoiar o seu candidato à sucessão na câmara, em fevereiro do ano que vem. “O presidente Lula sabe e disse que estará junto desse projeto de acompanhar para que eu tenha o direito de fazer o meu sucessor, e o PT, eu não penso que pensará diferente, porque não tem motivos, todos os compromissos que foram assumidos por essa Mesa Diretora estão sendo honrados”, disse.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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