Politicando
Prefeitura de Marechal Deodoro vai gastar quase R$ 5 milhões com manutenção de ar-condicionados
O contrato milionário para manutenção de ar-condicionados em Marechal Deodoro gerou questionamentos
O vereador Jorge Mello (Pros) de Marechal Deodoro denunciou um contrato firmado pela Prefeitura no valor de R$ 4,6 milhões para a manutenção de 1.204 ares-condicionados durante o ano de 2024. Segundo o vereador, o valor exorbitante, equivalente a R$ 4 mil por aparelho, levanta suspeitas de superfaturamento.
"As irregularidades nesta gestão parecem não ter fim. Agora, estamos diante de um contrato com indícios de superfaturamento para a manutenção de ar-condicionado da Prefeitura", afirma Mello.
Em comparação, a cidade de Delmiro Gouveia contratou a manutenção de 1.290 ares-condicionados por R$ 223 mil, valor significativamente menor do que o desembolsado por Marechal Deodoro.
O contrato foi firmado em dezembro de 2023 e só veio à tona em fevereiro de 2024. Diante das suspeitas, o vereador Jorge Mello pretende levar o caso ao Ministério Público Estadual.
O atual gestor do município é Cláudio Filho (MDB), mais conhecido por Cacau Filho. Este será o último ano da atual gestão, que já escolheu seu sucessor, o secretário de Governo, André Bocão.
A Prefeitura de Marechal Deodoro ainda não se posicionou sobre o caso.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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