Politicando
Podemos articula chapa proporcional e pode tirar vereadores do ‘chapão da morte’ do PL
Marcelo Palmeira conversa com outros parlamentares do partido e outros nomes fortes
Ainda que a decisão de JHC, presidente estadual do PL, seja a de que o partido terá um único ‘chapão’ na capital com até 13 vereadores de mandato, outros partidos se movimentam discretamente e podem rachar este grupo, levando alguns nomes para outras chapas.
É o que ocorre com o Podemos, que mesmo presidido atualmente pelo empresário Edlúcio Donato, ainda sofre forte influência do vereador Marcelo Palmeira. O parlamentar era o ‘dono’ do PSC, que fundiu-se ao Podemos recentemente.
E é Palmeira quem garimpa, dentre os vereadores da base jotista, alguns nomes que possam romper o compromisso com o PL e cerrar fileiras na chapa do Podemos, junto ao próprio Marcelo, que tentará sua reeleição.
Os bastidores apontam que alguns parlamentares-mirins foram contactados por Marcelo, e ficaram de dar uma resposta. Reside na proposta do Podemos uma vantagem em relação ao PL: uma chapa mais enxuta, onde os vereadores ‘sofreriam’ menos atrás do voto.
Além do próprio Edlúcio, os vereadores Fábio Rogério, Rodolfo Barros e Cleber Costa foram procurados. Jonatas Omena, que assumirá o espólio político de Francisco Sales, também foi sondado. A mesa de negociação segue em aberto.
Por enquanto, JHC ainda não se manifestou sobre as movimentações - mas todos, vereadores e postulantes à câmara, sabem do intuito do gestor em querer todo mundo ‘junto e misturado’ no PL. Não se sabe a consequência a quem não seguir a orientação do chefe.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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