Politicando
Mesmo contra sua vontade, Lula deve ser escalado para pedir votos nas eleições de Maceió
Há grandes chances do presidente Lula vir à Maceió pedir votos para chapa composta entre PT e MDB
O Portal 7Segundos trouxe, em primeira mão, a possível união entre MDB e PT na capital alagoana com o objetivo de derrotar o prefeito JHC (PL). Com esta união, o presidente Lula viria pedir votos no palanque de oposição ao prefeito de um de seus aliados: o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP).
O desconforto que se instalaria na relação entre Lula e Lira é óbvio. E esse tem sido o maior motivo para esse acordo não ter sido fechado ainda. Lula quer manter sua relação com o Congresso em paz para conseguir governar com um pouco mais de tranquilidade.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, não aceita que a “aliança” entre Lula e Lira atrapalhe as eleições municipais para o Partido dos Trabalhadores.
Em entrevista à CNN, Gleisi disse que entende as alianças no Congresso mas acredita que esse não deve ser o foco. “A base no Congresso já tem como sustentação a questão da participação no governo e a liberação das emendas”, disse.
Para Gleisi, as eleições municipais são de extrema importância para que nas eleições de 2026, o partido tenha prefeitos eleitos que façam campanha para a reeleição de Lula.
“A base [no Congresso] não pode pedir que a gente se anule das disputas municipais. Para nós é importante”, falou a presidente do PT.
Mesmo contra sua vontade de se indispor com o poderoso Arthur Lira, Lula vai ser escalado para ajudar a eleger prefeitos aliados ao Planalto. Maceió estará na sua rota, com toda certeza.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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