Politicando
Kelmann Vieira deixa o Podemos e se filia ao MDB para disputar sua reeleição na Câmara de Maceió
O vereador havia dito que desistiria da política mas voltou atrás e reafirmou sua pré-candidatura
O vereador por Maceió, Kelmann Vieira, deixou oficialmente o Podemos para se filiar ao MDB, partido comandado pela família Calheiros, para disputar sua reeleição à Casa de Mário Guimarães.
Kelmann aproveitou a janela partidária, que permite com que vereadores de mandato troquem de legenda sem sofrer qualquer tipo de penalidades, para deixar o Podemos, que hoje está nas mãos do senador Rodrigo Cunha, aliado ao prefeito de Maceió, JHC (PL).
O vereador tem sido um dos poucos na Câmara de Maceió que se posiciona contra o atual prefeito. Os outros nomes que tecnicamente deveriam fazer parte da oposição, foram sequestrados pelo poder de atração do prefeito JHC.
Nas redes sociais, Kelmann comemorou seu retorno ao MDB e disse que sua volta para esta legenda mostra o tamanho de sua responsabilidade com seus eleitores nesta eleição.
No mês passado, o vereador fez algumas publicações que chamou a atenção da imprensa e de seu eleitorado. Kelmann anunciou sua separação com a deputada estadual Flávia Cavalcante, e poucos dias depois, informou que estaria saindo da vida política. No dia seguinte ao anúncio, o vereador voltou atrás e reafirmou sua pré-candidatura.
Desde essa polêmica nas redes sociais, Kelmann tem se retraído, frequentado o Plenário da Câmara com menos frequência e diminuído o número de falas contra o atual gestor da capital.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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