Politicando
Presidente do PT nega discussão sobre vice de Brito e pede ‘respeito’ às decisões do partido
Ricardo Barbosa disse que continua pré-candidato a prefeito de Maceió
O intuito do recém lançado pré-candidato a prefeitura de Maceió, Rafael Brito (MDB), em ter um vice do PT (pelos motivos que já foram explanados em outro texto do blog) parece não ter sido muito bem recebido pelo presidente da sigla em Alagoas, advogado Ricardo Barbosa.
Pelas redes sociais, Barbosa divulgou um texto em que reafirma a sua condição de pré-candidato à prefeitura da capital pela federação que reúne, além do PT, o PCdoB e o PV. O advogado ressalta ainda que o cenário pode mudar, mas neste momento pede “respeito” a decisão do partido.
“Quero pessoalmente esclarecer que, embora possa haver mudanças no cenário político até as convenções partidárias, no momento deve-se respeitar o Partido dos Trabalhadores de Maceió, cujo Diretório homologou por unanimidade de votos minha pré-candidatura a Prefeito de Maceió. Sou pré-candidato sim! Em respeito ao PT, PV e PCdoB, e seus legados históricos, e principalmente em respeito ao povo da minha querida Maceió”, diz em suas redes sociais.
O posicionamento de Ricardo é um indicativo de que o MDB e Rafael Brito terão dificuldades em tocar o plano de ter um membro do partido vinculado à educação como o vice da chapa emedebista - a não ser que o vice seja o próprio Ricardo Barbosa.
A tendência majoritária do PT encara internamente a indicação indireta do advogado Welton Roberto a vice de Brito como mais uma intervenção indevida no funcionamento da legenda. Apesar de ‘petista raiz’, Welton não é dirigente do PT e não é ligado à mesma tendência de Barbosa e Paulão, que domina o partido.
Caso passe, mesmo que futuramente, a indicação de Welton Roberto seria a segunda decisão ‘goela abaixo’ imposta ao PT de Maceió, que já teve que aceitar a filiação da vereadora Teca Nelma à legenda para compor chapa proporcional.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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