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PT Alagoas não aceita cargo de vice na chapa de Rafael Brito; saiba os motivos

Militantes do PT discordam da estratégia imposta pelo senador Renan Calheiros

02/04/2024 16h04 - Atualizado em 02/04/2024 18h06
PT Alagoas não aceita cargo de vice na chapa de Rafael Brito; saiba os motivos

O deputado federal Paulão (PT) abriu o jogo e revelou os motivos para o Partido dos Trabalhadores não abrir mão da candidatura de Ricardo Barbosa e não querer compor com o pré-candidato do MDB, Rafael Brito.

De acordo com a entrevista que Paulão concedeu ao jornalista Antônio Melo, da Rádio Milênio, o PT esperava a unificação da oposição contra o atual prefeito de Maceió, JHC, que tem uma grande aprovação.

Para Paulão, o senador Renan Calheiros não aceitou que as pesquisas eleitorais, que saíram à época, mostrava Rafael Brito com menos intenções de votos que Rui Palmeira, Lobão, e empatado tecnicamente com Ricardo Barbosa.

O PT se colocou contrário à pulverização das candidaturas da oposição por acreditar que essa estratégia pode fazer o prefeito JHC vencer já no primeiro turno.

Paulão vai além, e faz uma comparação prática, dizendo que obteve, durante a disputa para a Câmara Federal em 2022, pouco mais de 20 mil votos em Maceió, enquanto Rafael Brito conseguiu cerca de 14 mil votos.

O cenário ideal, na análise do deputado petista, seria seu nome apoiado pelo grupo palaciano, mas “Renan Calheiros nunca trabalhou para eleger um nome do PT”, disse Paulão em um trecho da entrevista.

A provável composição com o MDB, que foi dada em primeira mão pelo Portal 7Segundos, não encontra espaço dentro do PT estadual.

O maior receio por parte dos petistas locais é que a decisão de uma composição com o grupo Calheirista venha de cima para baixo, como aconteceu com a filiação “goela abaixo” da vereadora Teca Nelma.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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