Politicando
A pedido de Paulo Dantas, PSB pode tirar Gustavo Pessoa do Solidariedade
Professor é o presidente municipal de Maceió da legenda, mas pode encontrar maior facilidade para se eleger entre os socialistas
Um aceno do governador Paulo Dantas (MDB) balançou o cenário político das chapas proporcionais nessa reta final da janela partidária, que se encerra na sexta (05) para os detentores de mandato.
Empenhado em fortalecer a chapa do PSB, partido controlado pela filha Paula Dantas, o governador pediu ao professor Gustavo Pessoa que deixe o Solidariedade e cerre fileiras junto aos socialistas em Maceió.
Uma conversa já ocorreu neste sentido na semana passada, quando Pessoa reuniu-se com o coordenador da formação de chapa do PSB em Maceió, o ex-deputado Davi Maia.
Gustavo é amigo pessoal de Paulo Dantas, e o governador gostaria que ele fosse um dos eleitos na capital - o que seria difícil de acontecer no Solidariedade, partido presidido em Maceió por Gustavo, que terá a vereadora Silvania Barbosa como a ‘ponta de lança’ do grupo.
A turma do ‘deixa-disso’ tenta conter as consequências desta transição, para que Gustavo possa assinar a ficha da legenda. O professor tem sido um fiel escudeiro de Adeilson Bezerra, o ‘mago das chapas’, e a decisão de deixar o partido está sendo meticulosamente dialogada.
Caso feche com o PSB, Gustavo pode disputar duas ou até três vagas com alguns nomes conhecidos do eleitorado, como o pastor Marcelo Gouveia, a ex-deputada Thayse Guedes e Milton Ronalsa, irmão da atual vereadora Gaby Ronalsa, que resolveu não se candidatar este ano.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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