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‘Não dá para ser bucha de canhão toda eleição’ disse Davi Maia sobre entrada de ex-Jotistas no PSB

O ex-deputado Davi Maia foi o responsável pela articulação da chapa do PSB

10/04/2024 16h04 - Atualizado em 10/04/2024 17h05
‘Não dá para ser bucha de canhão toda eleição’ disse Davi Maia sobre entrada de ex-Jotistas no PSB

O articulador do PSB, ex-deputado estadual Davi Maia, conseguiu trazer dois nomes do grupo do prefeito JHC (PL) para a chapa do partido socialista. Rodolfo Barros e Fábio Rogério estarão disputando as eleições de outubro dentro do grupo do governador Paulo Dantas.

Diante da possibilidade do PSB ser usado como uma legenda de aluguel - já que ambos novos filiados estavam na base do prefeito há muito tempo - o Portal 7Segundos falou com o ex-deputado Davi Maia sobre a postura de Fábio e Rodolfo.

Davi contou que ambos se reconhecem mais ideologicamente com o PSB do que com o PL, partido hoje comandado por JHC.

Fábio Rogério tem uma atuação mais ligada ao assistencialismo, pauta mais cara ao PSB. Já Rodolfo Barros, recentemente, revelou que tem sofrido ataques homofóbicos quando publica foto com seu namorado. Dentro do PL, pautas ligadas à diversidade não encontram muito espaço.

Além da questão ideológica, a probabilidade de se eleger no PSB é maior, visto que serão necessários cerca de 3.000 votos para conseguir uma vaga. No PL, as contas mais conservadoras dizem que serão necessários cerca de 5.000 votos.

“Eles se reconhecem no PSB e queriam uma possibilidade de disputa justa, não dá para ser bucha de canhão toda eleição”, disse Davi Maia.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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