Politicando
PT reafirma candidatura de Ricardo Barbosa em encontro com partidos aliados na capital
Estiveram presentes também dirigentes do PV e do PCdoB
Dirigentes e militantes dos partidos que compõem a Federação Brasil da Esperança se reuniram, na manhã do último sábado (13), para reforçar laços, aparar arestas e reafirmar o nome de Ricardo Barbosa (PT) como candidato majoritário do grupo em Maceió.
Aparar arestas, porque o encontro teve a presença de duas personalidades emblemáticas no momento atual. Uma delas é a vereadora Teca Nelma, que entrou no partido via Brasília e teve que ouvir a insatisfação do PT local - inclusive com publicação de cartinhas de repúdio.
Agora aliada, é hora do velho PT enturmar a vereadora, já que depende de uma maciça votação dela para eleger outros petistas na chapa proporcional, que vem forte.
Outro é Silvio Camelo, deputado do PV - que pretende, por influência indireta do Palácio Zumbi dos Palmares, apoiar o nome de Rafael Brito à prefeitura, em nome da viabilidade do projeto de eleger o filho à Casa de Mário Guimarães.
Camelo e Teca tiveram que ouvir um efusivo Ricardo Barbosa bradar que a candidatura do PT é a que tem mais legitimidade para vencer o ‘candidato de Bolsonaro’ em Maceió. E ouvir de Paulão que a majoritária petista não abre nem pra um trem (palavras do editor).
É claro que a palavra final sobre a candidatura de Ricardo Barbosa pode, novamente, não passar pela direção local da legenda - assim como foi com Teca, o diretório maceioense do PT pode ser atravessado mais uma vez por uma decisão nacional.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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