Politicando
Abril Vermelho: ocupações do MST geram discussões entre políticos alagoanos
Em Maceió, mais de 2 mil pessoas ocupam a Praça Sinimbu como parte das manifestações do Abril Vermelho
Milhares de trabalhadores ligados ao Movimento Sem Terra (MST) ocupam a Praça Sinimbu, em Maceió, desde segunda-feira (15). As atividades fazem parte da Jornada Nacional de Luta em Defesa da Reforma Agrária, também conhecido como “Abril Vermelho”.

Nas redes sociais, políticos alagoanos debateram sobre as ocupações que acontecem em todo o país ao longo deste mês, quando o movimento relembra o Massacre de Eldorado do Carajás, que estipula o dia 17 de abril como Dia da Luta pela Terra.
O deputado federal Fábio Costa (PP), disse que as 21 invasões do MST por todo o país ao longo deste mês são inaceitáveis. “Enquanto isso, o Governo Lula negocia com esses criminosos”, disse.
O deputado progressista lembrou que é autor de um projeto de lei que estipula a criação de delegacias especializadas em conflitos agrários, que em sua análise, tem o objetivo de garantir a segurança dos produtores rurais.
Com uma posição oposta à do deputado Fábio Costa, Ronaldo Medeiros, deputado estadual petista, disse que apoia o MST porque “comida saudável à mesa, só é possível com reforma agrária”, escreveu em uma rede social. Medeiros disse, ainda, que não haverá democracia plena no Brasil enquanto houver latifúndio.
O deputado federal Alfredo Gaspar (União) ressaltou o direito à propriedade privada e lamentou as invasões por parte do MST. “O direito à propriedade deve ser respeitado, mas desde quando esse governo assumiu, parece que vivemos em um país sem lei”, disse.
A dirigente estadual do MST, Débora Nunes, reafirmou que o compromisso do MST é levar comida para a mesa dos brasileiros. “Ocupar para o Brasil alimentar. É sob esse lema que o MST está mobilizado em todo o paísl”.
Exoneração

Nesta terça-feira (16), um dos pedidos dos trabalhadores do campo foi atendido pelo governo federal. Wilson César de Lira Santos, primo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), foi exonerado do cargo de superintendente regional do Incra.
Em comemoração, integrantes do MST, que ocupam a Praça Sinimbu, seguiram até a sede do Incra no Centro de Maceió e lavaram os corredores do prédio com sal grosso e arruda.
Governo Federal
Nesta segunda-feira (15), diante de pressões por parte dos integrantes do MST, o presidente Lula (PT) anunciou o Programa de Reforma Agrária voltado a quase 300 mil famílias.
Para o ano de 2024, o governo federal pretende usar R$520 milhões para compra de imóveis, que devem impactar 73 mil famílias.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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