Politicando
‘Luciano Barbosa deu uma aula a JHC de como montar chapa eleitoral’, diz Davi Maia sobre as eleições
Davi Maia, que já esteve na base de JHC, hoje é um dos articuladores do Palácio República dos Palmares
O ex-deputado estadual Davi Maia (União Brasil) foi entrevistado pelo programa Na Mira da Notícia desta quarta-feira (24), e avaliou que a estratégia adotada pelo prefeito JHC (PL) para as eleições deste ano não será muito exitosa.
Para Davi Maia, o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB), adotou um método que tem se mostrado mais eficaz, ao distribuir sua base política em pelo menos cinco partidos, e deixando a oposição com apenas uma legenda com capacidade eleitoral.
“Luciano Barbosa deu uma aula a JHC de como montar uma chapa eleitoral”, disse o ex-deputado que teve papel crucial na eleição do prefeito de Maceió em 2020.
“Por vaidade, o prefeito JHC colocou vários vereadores em um só partido. De cara, ele já mata de três a quatro vereadores de mandato que não vão conseguir se reeleger”, avaliou.
Davi Maia, hoje articulador da chapa do PSB, partido que está nas mãos do governador Paulo Dantas, avalia que no melhor cenário, o prefeito JHC, caso eleito, terá 14 vereadores em sua base de apoio na Casa de Mário Guimarães.
Número que poderia ser maior, se houvesse uma distribuição de vereadores de peso em partidos que compõem a base, como o PP, por exemplo. “JHC sai de uma Câmara majoritária para uma Câmara duvidosa do que vai acontecer”, falou.
O programa Na Mira da Notícia vai ao ar de segunda a sexta, às 18h, na Rádio 96 FM e é apresentado por Angelo Farias.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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