Politicando
Secretários ligados ao PP de Arthur Lira deixam cargos na prefeitura de Maceió até 5 de junho
Pela lei, gestores precisam se desincompatibilizar das funções para poder concorrer nas eleições
Paralelamente às movimentações do ex-deputado Davi Davino no sentido de viabilizar seu nome nas eleições majoritárias ainda este ano, o PP de Arthur Lira planeja entregar os cargos de outros eminentes membros da legenda na prefeitura de Maceió.
O prazo para desincompatibilização de quem está em cargos de confiança e deseja se candidatar a cargo majoritário (no caso, prefeito ou vice) é até 120 dias antes de 6 de outubro - ou seja, próximo dia 6 de junho.
O PP e Lira, que por enquanto trata a candidatura independente de Davi Davino como especulação, seguem o plano inicial: colocar à disposição de JHC dois ou três nomes para que ele escolha um como o seu vice.
Dessa forma, devem deixar suas funções na gestão municipal, além do próprio Davi Davino que é secretário de Relações Federativas, o gestor da saúde municipal, Luiz Romero Farias.
Nas últimas semanas, perdeu força o nome da ex-deputada Jó Pereira para esta função - o que pode fazer com que ela não precise deixar o cargo de secretária municipal de educação, e continue na gestão de JHC.
Mesmo ciente dos bastidores, que apontam o nome do senador Rodrigo Cunha como praticamente acertado para ser vice, Arthur Lira vai seguir a liturgia e entregar seus nomes para análise de JHC - a quem vai caber dar a má notícia para o presidente da câmara, ou mudar de posição e considerar as opções progressistas.
De quebra, a negativa de JHC em ceder a função a Arthur e a possibilidade do PP lançar Davi à prefeitura ainda podem causar um efeito colateral nada agradável ao atual prefeito - uma mudança de palanque do deputado federal Alfredo Gaspar, que está com J mas é ligado a Lira.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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