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Fernando Pereira e George Clemente oficializam aliança em São Miguel, mas não indica cargos na gestão

Deputado e prefeito posaram juntos para fotos durante o São João da cidade

08/07/2024 17h05 - Atualizado em 08/07/2024 17h05
Fernando Pereira e George Clemente oficializam aliança em São Miguel, mas não indica cargos na gestão

Durante as festividades juninas da cidade de São Miguel dos Campos, no final do mês de junho, o deputado estadual Fernando Pereira (PP) oficializou a aliança política com o atual prefeito George Clemente (MDB), que é candidato à reeleição. Pereira e Clemente posaram para fotografias durante o evento.

Antes, o deputado declarou em um evento institucional que o alinhamento entre ambos os grupos é um ‘gesto’ da família Pereira, e que a orientação para que houvesse a união foi dada pelo deputado federal Arthur Lira (PP), antigo aliado de Clemente e primo de Fernando.

“Firmamos uma aliança seguindo um pedido e um convite para um alinhamento mais próximo de apoio à nossa São Miguel, que fica mais forte. Estamos fazendo um gesto político, de estarmos mais próximos de sua gestão sem participar diretamente. Com a orientação vinda do nosso líder Arthur Lira, futuramente marcharemos juntos nessa aliança”, disse o parlamentar.

As palavras de Pereira deixam claro que a aliança não envolve a indicação do vice do atual gestor, que deve continuar sendo o Dr Benildo Chagas. A família também não deve indicar nomes para a administração direta do município, o que só deve ocorrer caso Clemente seja reeleito para um próximo mandato.

O alinhamento dos Pereira com o atual gestor isola politicamente o ex-prefeito Pedoca Jatobá, que perdeu a reeleição em 2020 para George e tenta retomar o executivo miguelense. Pedoca mantinha diálogo com a família Pereira, mas a intervenção de Arthur fez com que Fernando fechasse as portas para o ex-prefeito.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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