Politicando
Sessões esvaziadas na Câmara de Maceió mostram que a campanha eleitoral já começou
Nesta semana, duas sessões ordinárias duraram menos de 5 minutos por falta de quórum
Mesmo com o recurso das sessões híbridas, os vereadores da capital alagoana não estão comparecendo às sessões ordinárias da Casa de Mário Guimarães para discutirem e debaterem os problemas enfrentados pelos cidadãos.
O foco dos edis neste momento não é outro a não ser a eleição que se aproxima. Boa parte dos vereadores estão gastando a sola dos sapatos percorrendo os quatro cantos da cidade e revisitando suas bases.
Nesta semana, duas sessões duraram menos de cinco minutos por falta de quórum. Na quarta-feira (07), com apenas nove vereadores presentes - boa parte remotamente, vale ressaltar - a sessão ordinária durou pouco mais de dois minutos.
Na reunião desta quinta-feira (08) o tempo de sessão e o número de vereadores aumentou, mesmo que pouco. Foram 12 vereadores presentes e uma sessão que não passou dos quatro minutos de duração.
A campanha eleitoral só começa oficialmente no próximo dia 16, mas que ninguém espere que as sessões estejam lotadas enquanto durar o período eleitoral.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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