Politicando
Messias terá quatro candidatos à prefeitura - dois com Arthur Lira, dois com Paulo Dantas
Grupos políticos se dividem e buscam apoio dos caciques para viabilizar-se
Por mais que tenha tentado montar grupos coesos em vários municípios já pensando em 2026, em alguns deles o deputado federal Arthur Lira foi obrigado a ver sua base ‘quebrar’ em duas candidaturas, o que deve lhe render algumas dores de cabeça durante a campanha.
Foi o caso de Messias, onde Lira não conseguiu acalmar o ímpeto de Gilberto Gonçalves, seu aliado em Rio Largo. Mesmo sendo orientado a não ‘entrar’ em Messias, GG lançou o seu filho Geoberto Gonçalves da Silva Cordeiro pelo Avante - que também ganhou a alcunha eleitoral de “GG”.
O outro aliado de Lira que também disputa o executivo é o ex-prefeito Jarbas Maya de Omena Filho, o Jarbinhas (PP) - que já foi prefeito por dois mandatos na cidade.
Os dois oposicionistas enfrentarão o atual prefeito Marcos Silva (Republicanos), que vai para a reeleição com o apoio oficial do governador Paulo Dantas (MDB), além do ex-presidente da Câmara de Vereadores Ary Cleiton, que vai para a disputa pelo PDT de Ronaldo Lessa (e um discreto apoio de Dantas).
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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