Politicando
Ex-vice de Cristiano Matheus deixa grupo de oposição e fecha com Bocão em Marechal Deodoro
Candidato do prefeito Cacau recebe importante apoio vindo da chapa adversária
A improvável aliança entre Júnior Dâmaso (Republicanos) e Cristiano Matheus (PL) deixou pelo caminho ao menos um importante aliado, que já havia se comprometido com a campanha de Matheus, e foi ‘abandonado’ pelo antigo aliado.
É o que se fala nos bastidores sobre o ex-vereador Walter Cabeção, que tinha um acordo com Cristiano para ser o seu vice nas eleições deste ano. Alijado da disputa, restou a Cabeção resolver sua vida política de forma individual.
Nesta quarta-feira (14), Cabeção definiu que irá mudar de palanque, e vai marchar junto com André Bocão (MDB), candidato apoiado pelo atual prefeito Cacau. O encontro que marcou a aliança contou ainda com o atual vereador Nilson Cabeção (Solidariedade), que é irmão de Walter e já apoiava Bocão.
Segundo informações, a decisão de Walter deve ter o poder de encorajar outros aliados, igualmente sentidos com o abandono de Cristiano, tomarem o mesmo caminho e ‘pular de canoa’ para o lado de Bocão.
Há um sentimento de traição no ar entre apoiadores de ambos os candidatos, que se enfrentavam fragorosamente nas redes sociais e agora terão que marchar juntos. Muitas amizades que se foram no período pré-eleitoral dificilmente serão restituídas.
Com a adesão de Cabeção, Bocão se fortalece neste início de campanha - embora a oposição também tenha se fortalecido com a união de Júnior e Cristiano, tornando imprevisível o resultado das urnas em outubro.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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