Politicando
Rafael Brito prioriza tendência interna de Ronaldo Medeiros no PT; Paulão e Ricardo Barbosa ficam em segundo plano
Candidato tem sido visto com frequência ao lado do deputado petista
Embora não tenha emplacado a condição de vice na chapa de Rafael Brito (MDB), Ronaldo Medeiros (PT) vem tendo participação ativa nos primeiros movimentos eleitorais do candidato emedebista. Medeiros tem sido presença constante nas visitas do Tio Rafa pelos bairros de Maceió.
O alinhamento de Medeiros com o candidato do governador Paulo Dantas não se dá somente pela simpatia entre ambos, mas é um ato de fortalecimento do deputado na disputa interna pelo controle do PT, que deve se acirrar no ano que vem.
Medeiros sorri para Rafael Brito, que sorri de volta para Medeiros. Na semana passada, o candidato à prefeitura realizou um encontro com todos os militantes da tendência interna do deputado, a Resistência Socialista. Lá estava o candidato do grupo à câmara, Basile Christopoulos e claro, Ronaldo Medeiros.
Nenhuma atividade de campanha foi realizada ainda com a presença do deputado Paulão ou do presidente estadual do partido, Ricardo Barbosa - tampouco com a tendência majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB).
Barbosa, aliás, ‘sumiu’ da eleição em Maceió após ter sua candidatura vetada pela direção nacional do PT. Foi dele a declaração mais forte com relação ao nome de Rafael Brito; “um sopro na vela de um barco à deriva”.
Apesar da polidez com que trata a relação com Paulão, fica cada vez mais claro que Ronaldo e o federal petista estão em rotas distintas na política alagoana. E o desempenho do candidato palaciano nesta eleição será decisivo na força com que Medeiros irá para o embate interno em 2025.
É esperar para ver.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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