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Mesmo inelegível, Bolsonaro pode se candidatar em 2026 usando a mesma estratégia de Lula

Ex-presidente pode registrar candidatura e permanecer como candidato até decisão do TSE

14/10/2024 17h05
Mesmo inelegível, Bolsonaro pode se candidatar em 2026 usando a mesma estratégia de Lula

Mesmo inelegível por duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode se utilizar de uma estratégia política para se candidatar novamente nas eleições de 2026.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Portal Metrópoles, petistas em Brasília já admitem que o ex-presidente pode usar o mesmo expediente utilizado por Lula (PT) em 2018, que registrou sua candidatura mesmo estando preso em Curitiba.

Naquele episódio, o então ex-presidente petista concorreu à presidência mesmo estando preso, tendo sua candidatura indeferida restando pouco mais de um mês para a eleição presidencial daquele ano. Lula então nomeou Fernando Haddad como seu substituto, e ele foi derrotado por Bolsonaro no 2º turno.

Pessoas do núcleo bolsonarista em Brasília avaliam que com a estratégia, mesmo tendo a certeza do indeferimento da candidatura, o tempo de campanha de Bolsonaro seria suficiente para levar o seu substituto ao 2º turno, assim como Lula fez em 2018.

No entanto, uma diferença entre as condenações de Lula em 2018 e Bolsonaro agora pode inviabilizar a candidatura do ex-presidente. Enquanto Lula foi preso por uma condenação criminal, Bolsonaro está inelegível por um crime eleitoral, o que pode fazer a justiça impedir uma futura candidatura “de ofício”, ou seja, sem sequer acolher o registro e barrar imediatamente.

O plano do ex-presidente também pode frustrar pré-candidatos à presidência que almejam o apoio de Bolsonaro, como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, governadores de São Paulo e Goiás.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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