Politicando
Paulão se aproxima de Arthur Lira e se afasta dos Calheiros pensando em 2026
Deputado pretende pôr em prática projeto de ser eleito senador
O encontro inusitado, ocorrido na semana passada entre o deputado Paulão (PT) e o atual prefeito de Rio Largo Gilberto GG Gonçalves (PP), embora tenha assustado uma parte da militância petista, é um movimento político estratégico adotado pelo parlamentar.
Paulão não tira da cabeça a ideia de que é viável como candidato ao senado em 2026 - e é a partir desse pressuposto que ele começa a jogar as peças do xadrez.
Em entrevistas anteriores, o deputado sempre comete uma inconfidência contra si próprio, ao afirmar que tem votação e apoio político nos quatro principais colégios eleitorais de Alagoas: Maceió, Arapiraca, Rio Largo e Palmeira dos Índios.
De fato, Paulão tem algum nível de parceria com os prefeitos de Arapiraca e Palmeira dos Índios; e alguma votação em Maceió, onde foi vereador e candidato a prefeito por três vezes.
O alinhamento com GG, hoje maior liderança política disparada de Rio Largo, fecha esta quadra e contempla a primeira parte do sonho de Paulão. Embora vá causar calafrios na militância de esquerda, o deputado tem uma estratégia fria e calculista para chegar lá, mesmo que isso custe um naco de sua história.
A grande questão, neste caso, não é o que Paulão ganha, mas o que perde. Se aproximando do eleitorado de centro-direita e dos prefeitos ligados a Arthur Lira, o petista se afasta cada vez mais dos Calheiros - a quem vem dando de ombros há algum tempo.
No sonho dourado do deputado, a chapa perfeita para o senado seria ele mesmo e Arthur Lira - claro, ambos ungidos por Lula e pelo PT. De quebra, Paulão ainda daria a Lira um presente que ele iria adorar: a aposentadoria de Renan Calheiros.
Porém, como disse o saudoso Garrincha, “falta combinar com os russos”. Renan é candidato certo ao senado, tem Paulo Dantas, Marcelo Victor e outros 65 prefeitos alagoanos com ele. E muito provavelmente, o presidente Lula.
2026 vem aí, e saberemos então quem jogou melhor.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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