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Bolsonaro deve convidar um alagoano para seu ministério, caso reverta condenações e dispute 2026

Ex-presidente fez altos elogios ao ex-ministro de Lula e Dilma Aldo Rebelo, alagoano de Viçosa

11/11/2024 17h05
Bolsonaro deve convidar um alagoano para seu ministério, caso reverta condenações e dispute 2026

Em polvorosa após a vitória de Donald Trump nos EUA, e confiante que por consequência pode ter sua situação revertida aqui no Brasil, Jair Bolsonaro vem dando alegres entrevistas à imprensa nacional, em que exercita até mesmo o sonho de montar um ministério de um suposto futuro governo.

E neste ministério “ideal” para o ex-presidente estaria um alagoano ilustre, que foi ministro nos governos Lula e Dilma. Trata-se de Aldo Rebelo, ex-dirigente da UNE e do PCdoB, que agora anda de mãos dadas com a centro-direita ruralista.

Rebelo foi bastante elogiado por Bolsonaro, durante o bate-papo com o canal AuriVerde Brasil, no YouTube. Crente de que irá restabelecer seus direitos políticos antes das eleições de 2026, o ex-presidente chegou a citar Aldo como “um cara fantástico”.

“Tem gente boa em outros partidos. É difícil achar dentro do PT do PCdoB, do PSOL. Acho que quem tinha já saiu fora. Tem um deputado que não vou falar o nome dele, que foi do PCdoB, foi relator do Código Florestal em 2012 e saiu do PCdoB. Não vamos atirar nele por conta disso, é um cara fantástico em todos os aspectos. Ele viajou agora para Amazônia e deu um recado para o Brasil”, disse.

Ainda derretendo-se em elogios a Rebelo, Bolsonaro já até decidiu qual seria o ministério que convidaria o ex-comunista, caso seja presidente a partir de 2027: “A gente sonha muitas coisas, por exemplo se ele parlamentar topasse obviamente, seria convidado para o Ministério da Amazônia. Com liberdade para trabalhar, como dei para todos meus ministros”, afirmou.

Rebelo vem num processo contínuo de afastamento da esquerda e aproximação com setores da direita conservadora, especialmente do meio ruralista. O ex-ministro e Bolsonaro até já se encontraram pessoalmente, durante o lançamento do livro de Aldo, em maio deste ano.

Ex-ministro e ex-presidente também estiveram no mesmo palanque nas eleições municipais de São Paulo - juntos, eles apoiaram o prefeito reeleito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Aldo chegou a gravar um vídeo, na semana final de campanha, com fortes críticas ao adversário de Nunes, o psolista Guilherme Boulos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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