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Paulão tenta ‘harmonização’, mas tendência de Ronaldo Medeiros pede afastamento de Ricardo Barbosa do comando do PT/AL

Reunião entre dois expoentes do partido tentou baixar a temperatura interna da legenda, sem sucesso

18/11/2024 17h05
Paulão tenta ‘harmonização’, mas tendência de Ronaldo Medeiros pede afastamento de Ricardo Barbosa do comando do PT/AL

Uma imagem que se tornou pública no final de semana, de uma conversa informal entre os deputados petistas Ronaldo Medeiros e Paulão, pode não ser exatamente o que parece. Medeiros e Paulão disputam o comando interno do PT, e lideram as duas maiores tendências internas da sigla.

Embora anunciada como um encontro de ‘harmonização’ entre os dois maiores expoentes da legenda em nível estadual, a conversa não serviu para acalmar os ânimos internos do PT - pelo contrário.

No mesmo dia em que a imagem foi divulgada, uma nota da tendência Resistência Socialista, da qual Ronaldo Medeiros faz parte, pede o afastamento de Ricardo Barbosa da presidência estadual da legenda, até que as denúncias de favorecimento ao filho sejam devidamente apuradas.

“A Resistência Socialista manifesta preocupação diante das denúncias de irregularidades no uso de recursos do fundo partidário e eleitoral que recaem sobre o presidente estadual do PT. É fundamental que Ricardo Barbosa se licencie do cargo de presidente até que as apurações sejam concluídas”, diz trecho da nota.

Barbosa, como se sabe, é o presidente do partido indicado pela CNB, a maior tendência interna da legenda, que tem como líder o deputado Paulão. O deputado teme ser ‘contaminado’ pelas denúncias de malversação dos recursos, que por enquanto só recaem sobre Ricardo.

Paulão tenta manter o tamanho suficiente dentro do partido que lhe permita emplacar seus dois principais projetos: a manutenção do comando do partido e a candidatura ao senado em 2026.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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