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Renan Calheiros nega qualquer aliança com Arthur Lira em 2026 e dá conselho a rival: “Eu sei como a banda toca”

Senador concedeu entrevista ao jornal O Globo

20/11/2024 17h05 - Atualizado em 20/11/2024 17h05
Renan Calheiros nega qualquer aliança com Arthur Lira em 2026 e dá conselho a rival: “Eu sei como a banda toca”

Renan Calheiros (MDB) voltou ao cenário político, em uma entrevista em que não mediu palavras nem eximiu-se dos temas que são atualmente debatidos no país. Ao jornal O Globo, Calheiros falou, dentre outros assuntos, sobre a possibilidade de aliar-se a Arthur Lira nas eleições para o senado em 2026.

Segundo ele, Lira ainda terá que ‘comer muito sal’ para chegar ao senado, e que esta aliança com o presidente da Câmara “não está na ordem do dia” para 2026. Em tom de conselho, Calheiros disse ainda que Lira deve passar pelo período de pós-presidência, onde não terá mais o mesmo poder de antes.

“O Arthur vai precisar comer muito sal para virar senador por Alagoas. Essa possibilidade de acordo não está na ordem do dia. Eu queria lembrá-lo que eu já deixei por duas vezes a presidência de um poder e sei como a banda toca. Daqui a uns três meses ele vai ver que a mesma piada que costumeiramente conta, não será tão engraçada quanto antes. Ele vai ver que tem muito mais adversários do que os adversários do seu estado. Quando chegar nesse ponto, ele estará preparado para olhar as coisas sob outra perspectiva”, disse.

O senador disse ainda que não será Ricardo Nunes, prefeito reeleito de São Paulo, que irá definir os caminhos do partido para as próximas eleições - Nunes afirmou há algumas semanas que não tem certeza se o MDB estará com Lula em 2026.

“O partido não tem senhorio, não tem dono, mesmo que seja o prefeito de São Paulo. Nunes precisa entender que ele se tornou uma estrela do partido, está na vitrine, mas ao mesmo tempo está no precipício, porque é um lugar extremamente difícil de se estar. O partido costuma tomar suas decisões em convenção, democraticamente. Inevitavelmente, em 2026, a posição do MDB será decidida no voto, como sempre foi”, afirmou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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