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Articulações pela AMA seguem mornas e com favoritismo de prefeito sertanejo

Prefeito reeleito de Coruripe, Marcelo Beltrão (PP) corre por fora

26/11/2024 17h05
Articulações pela AMA seguem mornas e com favoritismo de prefeito sertanejo

Embora mornas e sem muitas movimentações, a sucessão de poder na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) segue com um único nome posto até o momento, advindo do sertão alagoano: o do prefeito reeleito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (MDB).

Dantas é nome favorito de personalidades importantes da política alagoana: do senador Renan Calheiros, do governador Paulo Dantas e do presidente da ALE, Marcelo Victor.

Se não ocorrer nenhum movimento radical até o final do ano, Dantas deve ser aclamado para a presidência da entidade pelos próximos dois anos - a liturgia da AMA faz com que não haja eleição, nem concorrentes em mais de uma chapa.

Entretanto, correndo por fora, um nome sonda os demais prefeitos e procura se viabilizar eleitoralmente - ele é Marcelo Beltrão, prefeito reeleito de Coruripe. Dono de um modo elegante de fazer política, Beltrão vem conquistando alguns apoios discretamente entre seus pares.

Segundo uma fonte com bom trânsito entre os candidatos, a tendência é que haja em breve o envolvimento do atual presidente, Hugo Wanderley, no sentido de unificar os dois divergentes, e que a tradição seja mantida - apenas um dos nomes seja escolhido.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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