Politicando
CCJ da câmara ressuscita PL do voto impresso com apoio de Alfredo Gaspar
Outra proposta de igual teor foi derrotada no plenário da casa em 2021
Com voto favorável do deputado alagoano Alfredo Gaspar (União), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou um novo projeto de lei que institui o voto impresso nas eleições brasileiras. O PL, agora, será encaminhado para o plenário da casa, onde não tem data para votação.
Na CCJ, a proposta de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT) passou com certa facilidade. Foram 31 votos pela sua constitucionalidade, ante a 20 contrários. A comissão, que analisa todos os projetos de lei que passam pela Câmara, é presidida pela deputada Caroline de Toni (PL-SC) e é um conhecido reduto do bolsonarismo.
O PL 1169/2015 autoriza que partidos solicitem, até 48 horas após o encerramento das eleições, a recontagem dos votos a partir da impressão da escolha de cada eleitor. Para obter êxito nesta nova jornada, o PL ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e tramitar no senado.
Para a votação, o União Brasil escalou como titular o deputado alagoano Alfredo Gaspar, que concordou com a constitucionalidade do voto impresso e ajudou a derrotar a base governista na comissão.
Apesar de possuir três ministérios no governo do presidente Lula (PT), o União Brasil é uma legenda cada vez mais dividida na Câmara, graças a fatos que ajudaram a tese da oposição a ganhar força - o mais importante deles, o deputado Elmar Nascimento (BA) ter sido ‘passado pra trás’ na escolha para a presidência da Casa.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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