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CCJ da câmara ressuscita PL do voto impresso com apoio de Alfredo Gaspar

Outra proposta de igual teor foi derrotada no plenário da casa em 2021

16/12/2024 17h05
CCJ da câmara ressuscita PL do voto impresso com apoio de Alfredo Gaspar

Com voto favorável do deputado alagoano Alfredo Gaspar (União), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou um novo projeto de lei que institui o voto impresso nas eleições brasileiras. O PL, agora, será encaminhado para o plenário da casa, onde não tem data para votação.

Na CCJ, a proposta de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT) passou com certa facilidade. Foram 31 votos pela sua constitucionalidade, ante a 20 contrários. A comissão, que analisa todos os projetos de lei que passam pela Câmara, é presidida pela deputada Caroline de Toni (PL-SC) e é um conhecido reduto do bolsonarismo.

O PL 1169/2015 autoriza que partidos solicitem, até 48 horas após o encerramento das eleições, a recontagem dos votos a partir da impressão da escolha de cada eleitor. Para obter êxito nesta nova jornada, o PL ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e tramitar no senado.

Para a votação, o União Brasil escalou como titular o deputado alagoano Alfredo Gaspar, que concordou com a constitucionalidade do voto impresso e ajudou a derrotar a base governista na comissão.

Apesar de possuir três ministérios no governo do presidente Lula (PT), o União Brasil é uma legenda cada vez mais dividida na Câmara, graças a fatos que ajudaram a tese da oposição a ganhar força - o mais importante deles, o deputado Elmar Nascimento (BA) ter sido ‘passado pra trás’ na escolha para a presidência da Casa.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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