Politicando
Câmara quer aumentar quantidade de deputados para 531 e manter número de 9 para Alagoas
Proposta surge como alternativa à diminuição do números de parlamentares em alguns estados, inclusive Alagoas, determinada pelo STF
Um projeto que tramita na Câmara dos Deputados pode ser a solução para o impasse que existe atualmente, sobre a redução no número de deputados federais para alguns estados que perderam habitantes, de acordo com o último Censo realizado pelo IBGE.
A proposta, que agrada ao principal candidato à presidência da Câmara nas eleições de fevereiro, o paraibano Hugo Motta (Rep), prevê que os estados que perderiam deputados se mantenham com o mesmo número de parlamentares; já os que ganhariam, recebem mais um deputado em relação ao número atual.
O projeto aumentaria o número total de deputados na Câmara, dos atuais 513 para 531. Em Alagoas, a quantidade permaneceria em nove parlamentares. Outros estados que perderiam deputados, como Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, também permaneceriam com suas quantidades atuais.
A ideia agrada ao centrão e a setores do governo, mas desagrada à base bolsonarista da Câmara, que promete resistir à sua tramitação. Parlamentares de estados que aumentariam a quantidade da sua representação também se dizem contrários.
O prazo, dado pelo STF para que a Câmara produza uma lei que regulamente a questão, é até o dia 30 de junho. Outra alternativa, menos viável, é que a casa peça mais prazo à corte para implementar a lei, o que é difícil considerando que a decisão é de 2017.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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