Politicando
STF derruba presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, e aumenta expectativa sobre caso de Marcelo Victor
Presidente da ALE-AL por quatro mandatos pode ser derrubado por decisão semelhante do Supremo
Em decisão monocrática e de caráter liminar, o ministro do STF Gilmar Mendes afastou da presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) o deputado Adolfo Menezes (PSD). O parlamentar foi denunciado por exercer por três mandatos consecutivos à frente da mesa diretora da Casa baiana.
A decisão da corte superior, embora seja passível de recurso, joga uma pressão sobre a situação do atual presidente da Assembleia Legislativa alagoana, deputado Marcelo Victor (MDB).
Victor foi eleito, em eleição antecipada para o dia 11 de dezembro de 2024, pela quarta vez consecutiva como presidente da Casa de Tavares Bastos, o que é vedado por uma decisão do STF, que limitou a apenas uma reeleição nos parlamentos estaduais.
O presidente alagoano confia em uma ‘data de corte’ estipulada pelo STF, que determinou o dia 07/01/2021 como o marco zero para que uma eleição seja entendida como recondução ao cargo.
No entanto, uma outra decisão do STF torna imprevisível o que a corte decidirá sobre o caso de Marcelo Victor em Alagoas. Em 2021, o Supremo vedou a recondução de presidentes de Assembleias Legislativas ao cargo em eleições que ocorram na mesma legislatura - o que foi o caso de Victor, que foi reeleito em 2024, metade do seu mandato que vai de 2023 até 2027.
Ainda não há um prazo para a decisão sobre Alagoas. Os autos estão conclusos, aguardando manifestação dos ministros do STF desde o último dia 15 de janeiro.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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