Politicando
JHC marca presença em Brasília, na posse de Gleisi como ministra de Lula
Prefeito apareceu ao local e foi alocado ao lado de autoridades, como o futuro presidente do PT Edinho Silva
O prefeito de Maceió, JHC (PL), esteve presente na tarde desta segunda-feira (10) na capital federal, para a posse de Gleisi Hoffmann como a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula. A informação é do Portal Metrópoles.
A ida do prefeito a Brasília é mais um esforço no sentido de se aproximar politicamente da base de apoio de Lula, e tem o objetivo de viabilizar a indicação de sua tia, a procuradora Marluce Caldas, para a vaga de ministra do STJ.
Gleisi é figura muito próxima de Lula, e foi uma indicação pessoal dele para a SRI, em detrimento de outros nomes do centrão - entre eles, o alagoano Isnaldo Bulhões (MDB). A aproximação de JHC com a agora ministra pode fortalecer ainda mais o nome da tia do prefeito.
Em portais jurídicos e nos bastidores do poder, Marluce já é tida como uma das favoritas ao posto de ministra, pela cota do Ministério Público. Passado o período carnavalesco, a decisão do presidente deve acontecer nos próximos dias.
Após aproximação com o governo federal e a indicação da tia para o STJ, o próximo movimento político de JHC deve ser trocar o PL por um partido da base de apoio de Lula. O PSD é o desejo pessoal do prefeito, mas esbarra em questões locais para se tornar realidade.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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