Politicando
Arthur Lira é pego de surpresa com saída de Davi Davino para o Republicanos
Deputado exigiu de Davino uma declaração pública em favor de sua candidatura ao senado, que não foi aceita pelo ex-deputado
A saída de Davi Davino Filho do PP, e a assinatura, via Brasília, da ficha do Republicanos, com a garantia de que terá a legenda para candidatar-se ao senado, não foi bem digerida pelo deputado federal Arthur Lira (PP).
Segundo interlocutores, Lira foi ‘pego de surpresa’ com a saída de Davino da legenda, e soube pela imprensa da filiação de seu ex-pupilo ao partido presidido em Alagoas pelo deputado Antonio Albuquerque.
Ainda segundo os bastidores, já houve um contato entre Lira e Davino. Nele, além de questionar os motivos para a saída do ex-deputado, o presidente do PP também cobrou dele uma declaração afirmando que votará em Arthur para o senado.
Davino devolveu o recado, afirmando que faria uma declaração pública de apoio a Arthur, se ele também fizesse uma manifestação de apoio a Davino - ou seja, exigiu uma ‘dobradinha’ com Lira em suas áreas de atuação.
Claro que o deputado alagoano não tem como cumprir o pedido de Davino, que sabe disso, o que significa que a aliança entre os dois já é tratada por Davi como coisa do passado.
E para Lira, depois da queda, o coice. Perde um grande aliado - principalmente na capital alagoana, e ainda por cima ganha mais um adversário na cada vez mais difícil corrida por uma cadeira de senador.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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