Politicando
Derrotado em Marechal, Júnior Dâmaso ganha cargo na prefeitura de Maceió
Ex-candidato vai exercer função na coordenadoria de comunicação do gabinete do prefeito JHC
Após ter sido derrotado pela terceira vez na disputa pela prefeitura de Marechal Deodoro, na região metropolitana da capital, Júnior Dâmaso (Republicanos) foi agraciado com um cargo na prefeitura de Maceió. O despacho com sua nomeação foi publicado nesta quinta (21).
Dâmaso, que na verdade se chama José Gilvan Ribeiro de Almeida Filho, foi nomeado chefe de gabinete da Coordenação de Relações Públicas e Comunicação de Maceió, órgão vinculado diretamente ao gabinete do prefeito JHC (PL).
Em 2024, ele foi candidato pela terceira vez à prefeitura de Marechal Deodoro, tendo recebido inclusive um discreto apoio de JHC. Seu desempenho, no entanto, ficou aquém das eleições anteriores, sendo derrotado pelo ex-presidente da Câmara de Vereadores da cidade, André Bocão (MDB).
Nas duas eleições anteriores, ambas contra o ex-prefeito Cacau (MDB), Dâmaso chegou muito perto da vitória, sendo derrotado por diferença de 21 votos em 2020 e apenas 8 votos em 2016. Em 2024, a diferença para Bocão foi consideravelmente maior: 5.991 votos.
A nomeação do ex-candidato a um cargo de confiança em Maceió atende a uma estratégia de JHC, buscando capilaridade para as eleições estaduais de 2026. O prefeito fez o mesmo com o ex-prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro (Republicanos).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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