Politicando
Isenção do IR: Arthur Lira quer elevar faixa de aumento de imposto para quem ganha 150 mil
Ex-presidente da Câmara recebe sua primeira missão como parlamentar após quatro anos como presidente
De volta à ‘planície’, após liderar a Câmara nos últimos quatro anos, o alagoano Arthur Lira recebeu sua primeira missão, dada pelo novo presidente da Casa, Hugo Motta: a relatoria do projeto de lei que aumenta para R$ 5 mil a faixa de isenção do Imposto de Renda.
Como tudo que chega no congresso em tempos de polarização, o governo prevê uma guerra para aprovação da medida - por isso viu com bons olhos a indicação de Lira para o posto, visto que o alagoano ainda goza de muito prestígio junto aos demais parlamentares.
No entanto, para o governo, nem tudo são flores: Lira já assumiu publicamente que pretende aumentar a faixa de renda para a qual a alíquota do imposto irá subir, uma medida compensatória por conta da queda de arrecadação proporcionada pela isenção.
Apoiado por setores do PP, seu partido, o deputado quer que esta faixa saia dos que ganham R$ 50 mil mensais, valor que é defendido pelo governo, para R$ 150 mil mensais.
Lira quer também que o governo federal compense todas as perdas que estados e municípios venham a sofrer com o aumento do limite de isenção do IR - o imposto é um dos indicadores que formam o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de renda da maioria das prefeituras.
A proposta é a principal bandeira atual do governo Lula no congresso. Se aprovada, começa a valer para o exercício de 2026, e será declarada pelo cidadão apenas em 2027.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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